Calculadora Quanto Consigo Financiar

Descubra o valor de imóvel que cabe no seu bolso a partir da renda: parcela máxima (regra dos 30%), valor financiável e valor do imóvel, com a taxa de mercado do dia do Banco Central.

Revisado pela equipe editorial ValorFinal, sob responsabilidade de Cesar GargiuloBanco Central (SGS 20772) / regra de comprometimento de renda
Revisão especializada: pendente(ver o que isso quer dizer)

Nenhum corretor de imóveis, advogado ou analista de crédito revisou estas contas. O ValorFinal não tem esses profissionais no time e não atribui revisão a quem não revisou. Para decidir sobre um contrato, leve os números ao banco e a um profissional habilitado.

A revisão técnica cobre implementação das fórmulas, testes automatizados, conferência dos limites de cada faixa e leitura dos documentos citados em cada fonte.

Valim, o mascote do ValorFinal, representando a categoria Imóveis
Taxa média de mercado do financiamento imobiliário hoje: 14,28% a.a.Fonte: Banco Central (SGS 20772, imobiliário PF) · 18/09/2026 · conferindo se há dado mais novo

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O valor de imóvel que cabe no seu orçamento parte de uma regra de mercado: a parcela do financiamento não deve passar de cerca de 30% da renda bruta familiar, descontadas as parcelas que você já paga. Definida a parcela máxima, a calculadora usa o valor presente do sistema PRICE para achar quanto essa prestação financia no prazo escolhido e soma a entrada disponível (a maioria dos bancos exige ao menos 20% do valor do imóvel como entrada). A taxa sugerida é a média do financiamento imobiliário para pessoa física divulgada pelo Banco Central (série SGS 20772), atualizada automaticamente. Exemplo: renda de R$ 10.000 com limite de 30% permite parcela de R$ 3.000; a 1% ao mês em 360 meses, isso financia cerca de R$ 291 mil, mais a entrada. A aprovação final depende da análise de crédito e da simulação oficial do banco.

Como funciona o cálculo

Se a renda familiar couber nas faixas do programa habitacional, os juros são menores e o limite muda: os tetos de renda e de valor do imóvel estão na tabela do Minha Casa Minha Vida 2026, e o simulador do MCMV faz a conta com as condições do programa.

A calculadora responde com dois limites, e vale sempre o menor. O primeiro é o limite de crédito: a renda vezes o percentual de comprometimento, menos as outras parcelas que você já paga. É o número que o banco costuma usar. O segundo é o limite de orçamento: o que realmente sobra depois das despesas da sua família. Ele quase sempre é menor, e mostrar só o primeiro é o que leva gente a assinar um contrato que apertou.

O sistema de amortização muda o resultado mais do que parece. No SAC, que é o mais usado no crédito imobiliário, a primeira prestação é a maior, e é por ela que o banco mede o comprometimento. Com a mesma renda, o SAC financia cerca de 20% menos que o PRICE.

O valor do imóvel é consequência, não a resposta: ele depende da entrada que você tem. Como o banco financia no máximo uma parte do imóvel, e como ITBI, escritura e registro saem do seu bolso, a calculadora informa também quanto de entrada você precisa ter para usar toda a sua capacidade de crédito.

Depois de estimar o teto, simule a parcela exata na calculadora de financiamento imobiliário e compare com a opção de alugar na calculadora alugar ou comprar.

Fórmula

Limite de crédito = renda × comprometimento − outras dívidas − seguros e taxas

Limite de orçamento = renda − despesas da família − outras dívidas − seguros e taxas

Financiável no PRICE = parcela × [1 − (1+i)^−n] ÷ i

Financiável no SAC = parcela ÷ (1/n + i) (a primeira prestação é a maior)

Imóvel = (financiável + entrada útil) ÷ (1 + custos%), limitado por entrada útil ÷ (1 − cota% + custos%)

Base: comprometimento de renda e cota de financiamento como premissas de mercado editáveis, com amortização PRICE ou SAC. Taxa de referência: Banco Central, série SGS 20772 (financiamento imobiliário para pessoa física).

Exemplo com números

Renda familiar de R$ 8.000,00, com R$ 800,00 de parcelas já assumidas e R$ 4.200,00 de despesas do mês. Há R$ 60.000,00 juntos, dos quais R$ 10.000,00 ficam de reserva. Prazo de 30 anos pela tabela SAC, juros de 14,28% ao ano (média de mercado do Banco Central, série SGS 20772, competência de julho de 2026), cota máxima de 80% do valor do imóvel.

O que foi informado

Renda mensal
R$ 8.000,00
Outras dívidas
R$ 800,00
Despesas da família
R$ 4.200,00
Dinheiro juntado
R$ 60.000,00
Reserva de emergência
R$ 10.000,00

O que a calculadora devolve

Limite do banco (regra dos 30%)
R$ 101.694,99
Limite do orçamento da família
R$ 201.957,66
Quanto dá para financiar
R$ 101.694,99
Primeira prestação completa
R$ 1.600,00
Imóvel que cabe
R$ 144.471,42
Entrada aplicada no preço
R$ 42.776,43
Custos de aquisição
R$ 7.223,57

Os dois limites raramente coincidem, e é essa diferença que a calculadora existe para mostrar. Aqui o banco aprovaria R$ 101.694,99 pela regra dos 30% da renda, enquanto o que sobra de verdade no mês, depois das despesas da família e das outras parcelas, sustentaria R$ 201.957,66. Vale sempre o menor, que neste caso é o limite do banco: R$ 101.694,99, com primeira prestação de R$ 1.600,00. Somando a parte da entrada que sobra depois da reserva e dos custos de aquisição, o imóvel que cabe é de R$ 144.471,42. Trocar a cota, o prazo ou a reserva muda esse número, e é exatamente o que o formulário deixa você testar.

Os números acima saem da mesma função que a calculadora usa quando você preenche o formulário. Troque os valores no formulário para ver o seu caso.

Limitações

  • Não substitui a análise de crédito do banco (score, estabilidade de renda, idade + prazo).
  • Seguros (MIP e DFI), taxa de administração, ITBI e cartório entram quando você os informa nas opções avançadas, e ficam de fora quando deixados em branco. Deixados em branco, o resultado é mais otimista do que a realidade.
  • O percentual de comprometimento e a cota de financiamento são premissas de mercado editáveis, não regras. Cada instituição tem a própria política, e a cota varia com o sistema de amortização e com o imóvel ser novo ou usado.
  • Usa taxa fixa. Financiamento com TR ou IPCA tem o saldo corrigido e a parcela cresce ao longo do contrato; veja o comparador de TR, IPCA e prefixado.
  • Estimativa de planejamento; o valor oficial é o da simulação do banco.

Esta calculadora faz parte de um passo a passo

Financiar Imóvel: Passo a Passo da Simulação ao Contrato

Passo a passo para financiar um imóvel: quanto a renda permite, entrada, uso do FGTS, SAC ou Price, comparação de CET entre bancos e custos de cartório.

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Perguntas frequentes

Por que existem dois limites, e não um só?

Porque eles respondem perguntas diferentes. O limite de crédito é quanto o banco aceita emprestar, e ele olha só a renda bruta contra um percentual de comprometimento. O limite de orçamento é quanto sobra depois do que a sua família realmente gasta com mercado, escola, transporte, plano de saúde e tudo o mais. Na prática o segundo costuma ser bem menor. Uma família com R$ 8.000 de renda tem limite de crédito para uma parcela de R$ 2.400, mas se gasta R$ 6.200 por mês, o que sobra de verdade são R$ 1.800, e a capacidade cai de R$ 262 mil para R$ 197 mil. Mostrar só o número do banco é o que faz alguém assinar um contrato que aperta a vida por trinta anos.

Por que consigo financiar menos no SAC do que no PRICE?

Porque no SAC a primeira prestação é a maior de todas, e é por ela que o banco mede o comprometimento de renda. No PRICE a prestação é constante, então o teto da renda se converte direto numa dívida maior. Com a mesma renda, o mesmo prazo e a mesma taxa, o SAC financia cerca de 20% menos. Isso não faz do SAC uma escolha pior: ele paga menos juros no total e a prestação cai todo mês. Só significa que, para entrar no SAC, você precisa de mais renda no começo ou de um imóvel mais barato.

Preciso de entrada mesmo tendo renda de sobra?

Precisa, porque o banco não financia o imóvel inteiro. A cota máxima de financiamento fica tipicamente entre 60% e 90% do valor do imóvel, variando com a instituição, o sistema de amortização e o imóvel ser novo ou usado. Some a isso o ITBI, a escritura e o registro, que são pagos à vista e podem somar de 4% a 6% do valor. Por isso a calculadora informa quanto de entrada você precisa juntar para aproveitar toda a sua capacidade de crédito: sem esse dinheiro, a renda sozinha não fecha a compra.

Quanto da renda o banco deixa comprometer com a parcela?

A regra de mercado mais usada é que a parcela do financiamento não passe de cerca de 30% da renda bruta familiar. Alguns bancos vão um pouco além conforme o perfil, mas 30% é o ponto de partida seguro. A calculadora deixa você ajustar esse percentual e ainda descontar outras parcelas que você já paga (carro, empréstimos, cartão), que entram na conta do comprometimento.

Como a calculadora chega ao valor do imóvel que eu posso comprar?

Ela calcula dois limites e usa o menor. O limite de crédito é a renda vezes o percentual de comprometimento, menos as outras parcelas que você paga e menos os seguros e taxas do financiamento. O limite de orçamento é o que sobra da renda depois das despesas da família. Do teto de parcela sai o valor financiável: no PRICE pelo valor presente da série, no SAC pela primeira prestação, que é a maior e é a que o banco olha. Por fim, o valor do imóvel resolve uma conta circular, porque ITBI e cartório são percentuais do imóvel e saem da mesma entrada.

Que taxa de juros devo usar?

A calculadora sugere a taxa média de mercado do financiamento imobiliário divulgada pelo Banco Central (série SGS 20772), atualizada automaticamente. É um bom ponto de partida, mas a taxa que você vai conseguir depende do banco, do relacionamento, da entrada e do seu perfil de crédito. Simule também com a taxa real ofertada pela instituição.

A entrada influencia quanto posso financiar?

A entrada não muda a parcela máxima (que depende da renda), mas aumenta o valor do imóvel que você alcança, porque soma ao valor financiado. Quanto maior a entrada, maior o imóvel acessível e menor o total de juros. A maioria dos bancos exige entrada de pelo menos 20% do valor do imóvel.

O banco vai aprovar exatamente esse valor?

Não necessariamente. Esta é uma estimativa de planejamento. A aprovação real passa por análise de crédito (score, histórico, estabilidade de renda), pela regra de idade mais prazo (a soma costuma ter limite, por exemplo 80 anos), pela avaliação do imóvel e pelos seguros e taxas obrigatórios (MIP, DFI e administração), que não entram aqui. Use a simulação oficial do banco para o número contratual.

Posso usar o FGTS para aumentar minha capacidade?

Sim. O FGTS pode entrar como parte da entrada (somando ao valor de imóvel acessível) ou para amortizar o saldo, desde que você cumpra as regras do SFH (mínimo de 3 anos de trabalho sob FGTS, não ter outro imóvel financiado pelo SFH e o imóvel ser para uso próprio). Informe o saldo do FGTS junto com a entrada disponível para ter uma estimativa mais realista.