Calculadora de chmod: permissões do Linux
Converta chmod nos dois sentidos: digite 755 e veja rwxr-xr-x, ou cole o modo do ls -l e receba o octal. A tela diz o que cada dígito permite em arquivo e em diretório, com setuid, setgid e sticky.

A conversão acontece no seu navegador. Nenhum caminho de arquivo, nome de servidor ou permissão sai do seu computador.
Aceita 3 dígitos e 4 com os bits especiais (4755, 2775, 1777).
Cole a coluna do ls -l, com ou sem a letra do tipo na frente.
| Quem | Ler (r) | Escrever (w) | Executar (x) |
|---|---|---|---|
| Donoo usuário que é dono do arquivo | |||
| Grupoquem pertence ao grupo do arquivo | |||
| Outrostodo o resto da máquina |
Modo do arquivo
755
rwxr-xr-x
chmod 755 arquivo.shO que esse modo permite em um arquivo
| Quem | Dígito | Letras | Na prática |
|---|---|---|---|
| Dono | 7 | rwx | Ler, escrever e executar. |
| Grupo | 5 | r-x | Ler e executar. |
| Outros | 5 | r-x | Ler e executar. |
O que cada dígito de 0 a 7 significa
Todo dígito do chmod é a soma de três valores fixos: 4 para ler, 2 para escrever e 1 para executar. Por isso 7 é 4 mais 2 mais 1, 6 é 4 mais 2 e 5 é 4 mais 1. A coluna da direita existe porque as mesmas letras fazem coisas diferentes em um diretório.
| Dígito | Letras | Em um arquivo | Em um diretório |
|---|---|---|---|
| 0 | --- | Nenhum acesso. | Nenhum acesso. |
| 1 | --x | Só executar. | Só entrar (cd), sem poder listar. |
| 2 | -w- | Só escrever. | Inútil sozinho: criar exige entrar também. |
| 3 | -wx | Escrever e executar. | Entrar, criar e apagar, sem ver a lista. |
| 4 | r-- | Só ler. | Só listar os nomes, sem abrir o que está dentro. |
| 5 | r-x | Ler e executar. | Listar e entrar. É o mínimo para navegar. |
| 6 | rw- | Ler e escrever. | Listar e criar, mas sem conseguir entrar. |
| 7 | rwx | Ler, escrever e executar. | Listar, entrar, criar e apagar. |
O modo completo tem três dígitos, um para o dono, um para o grupo e um para os outros, nessa ordem. Um quarto dígito na frente liga os bits especiais.
Onde nasce a maioria dos "permission denied"
Quase todo problema de permissão que parece inexplicável vem da mesma confusão: tratar diretório como se fosse arquivo. O bit x em um arquivo autoriza rodá-lo. Em um diretório, ele não roda nada: autoriza atravessar aquele diretório. Sem x, o sistema nem chega aos arquivos de dentro, por melhores que sejam as permissões deles.
chmod 644 pasta/
O ls funciona e mostra os nomes, mas abrir qualquer arquivo de dentro falha. Falta o x, que é a permissão de entrar. É o erro mais comum de quem aplicou o modo de arquivo numa pasta em massa.
chmod 711 pasta/
O contrário: ninguém lista o que existe ali, mas quem já sabe o caminho exato consegue abrir. É o modo de um diretório home de usuário em servidor compartilhado, e de pastas que servem arquivo por URL conhecida.
Na hora de aplicar em massa, isso vira uma regra prática: nunca use o mesmo modo para os dois. O par que resolve quase todo site é 755 nas pastas e 644 nos arquivos, separando por tipo com find . -type d -exec chmod 755 {} + e find . -type f -exec chmod 644 {} +.
O chmod define quem pode ler, escrever e executar um arquivo ou diretório, separando dono, grupo e todos os outros. Cada um desses três vira um dígito de 0 a 7, somando 4 para ler, 2 para escrever e 1 para executar. É por isso que 755 significa rwxr-xr-x e 644 significa rw-r--r--.
Como funciona o chmod
A conversão é aritmética simples, sem ambiguidade. As três permissões de cada grupo são bits: ler vale 4, escrever vale 2 e executar vale 1. Somando os que estão ligados, sai um número de 0 a 7, e os três números na ordem dono, grupo, outros formam o modo. Um quarto dígito opcional na frente carrega os bits especiais, com a mesma lógica: setuid vale 4, setgid vale 2 e sticky vale 1.
A conversão inversa é a mesma conta lida ao contrário: o modo simbólico do ls -l tem nove letras, três por grupo, e cada grupo vira um dígito. Nos bits especiais, a letra ocupa a casa do x, aparecendo minúscula quando o x também está ligado e maiúscula quando não está.
A permissão efetiva ainda depende do dono e do grupo do arquivo, que o chmod não muda. Para redes e servidores, veja também a calculadora de sub-rede IPv4, e para conferir a integridade de um arquivo baixado, a verificação de hash de arquivo. A suíte com ARN da AWS e hash de arquivo está em ferramentas DevOps.
Método
dígito = (r ? 4 : 0) + (w ? 2 : 0) + (x ? 1 : 0)
modo = dígito(dono) dígito(grupo) dígito(outros)
especial = (setuid ? 4 : 0) + (setgid ? 2 : 0) + (sticky ? 1 : 0)
Base: The Open Group Base Specifications (utilitário chmod e chamada chmod) e o manual do GNU Coreutils. A conversão é determinística e roda no seu navegador.
Limitações
- O chmod não muda quem é o dono nem o grupo do arquivo. Quando o acesso continua negado com o modo certo, o que falta costuma ser
chownouchgrp. - O modo efetivo de um arquivo recém-criado ainda passa pelo
umaskdo sistema, que subtrai permissões. A conta desta página é a do modo aplicado, não a do padrão de criação. - Listas de controle de acesso (ACL, via
setfacl), atributos estendidos,chattr, SELinux e AppArmor podem permitir ou negar acesso por cima do modo. Em sistema com essas camadas ligadas, o chmod é só uma parte da resposta. - Sistemas de arquivos montados de Windows ou de rede (NTFS, exFAT, FAT, algumas montagens de CIFS) não guardam o modo POSIX: o valor exibido vem da opção de montagem e o chmod não tem efeito real ali.
Calculadoras relacionadas
Ferramenta transparente, com o método explicado
Atualizado em . Fontes: The Open Group Base Specifications (chmod) / GNU Coreutils.
Processamento local: esta ferramenta roda no seu navegador e nada é enviado a servidores automaticamente.
Referências técnicas
- The Open Group Base Specifications, utilitário chmodTécnica
- The Open Group Base Specifications, função chmod()Técnica
- The Open Group Base Specifications, definições de arquivo e diretórioTécnica
- The Open Group Base Specifications, utilitário lsTécnica
Links externos para o que foi consultado na construção desta página, com a natureza de cada fonte identificada. O conteúdo delas pode mudar sem aviso; em caso de divergência, vale sempre a fonte primária.
Perguntas frequentes
O que significa chmod 755?
755 dá permissão total ao dono (ler, escrever e executar) e permissão de leitura e execução ao grupo e a todos os outros usuários. É o modo típico de um script executável e de um diretório que precisa ser navegado por qualquer pessoa. Em letras, 755 é rwxr-xr-x: o 7 do dono vale 4 mais 2 mais 1, e cada 5 vale 4 mais 1.
O que significa chmod 644?
644 é o modo comum de arquivo que não precisa ser executado: o dono lê e escreve, e grupo e outros apenas leem. Em letras, rw-r--r--. É o que se usa em página HTML, imagem, arquivo de configuração público e documento. Aplicar 644 em um script faz o script parar de rodar, porque falta o bit de execução; aplicar 644 em um diretório impede entrar nele.
Por que 777 é perigoso?
777 libera leitura, escrita e execução para qualquer usuário da máquina. Na prática, qualquer processo comprometido, qualquer conta de serviço e qualquer pessoa com acesso ao servidor pode reescrever o conteúdo, inclusive trocando um script por outro que será executado depois. Em servidor web compartilhado, é a receita clássica de arquivo modificado sem ninguém saber como. Quando algo só funciona com 777, o problema real quase sempre é o dono ou o grupo errado, e a correção é chown ou chgrp, não abrir tudo.
Qual a diferença entre permissão de arquivo e de diretório?
As mesmas três letras significam coisas diferentes. Em arquivo, r é ler o conteúdo, w é alterar e x é executar. Em diretório, r é listar os nomes de dentro, w é criar e apagar entradas, e x é entrar, ou seja, atravessar o caminho para chegar ao que está lá dentro. É por isso que um diretório sem x devolve permission denied mesmo quando o arquivo lá dentro está com 644: ninguém consegue chegar até ele.
Como converter chmod simbólico para octal?
Cada grupo de três letras vira um dígito somando 4 para r, 2 para w e 1 para x. Em rwxr-xr-x, o primeiro grupo rwx soma 4 mais 2 mais 1, que é 7; os dois grupos r-x somam 4 mais 1, que é 5. O resultado é 755. Nesta página dá para fazer o caminho inverso também: cole a coluna do ls -l e o octal aparece pronto.
O que são setuid, setgid e sticky?
São os três bits do quarto dígito. Setuid (4) faz o programa rodar com os privilégios do dono do arquivo, e não de quem executou; é o mecanismo por trás do passwd e do sudo. Setgid (2) faz o mesmo com o grupo e, aplicado a um diretório, faz tudo que for criado dentro herdar o grupo da pasta. Sticky (1) em diretório com escrita liberada impede que um usuário apague arquivo de outro: é o que o /tmp usa, por isso 1777 e não 777.
Por que o ls mostra S maiúsculo em vez de s?
O bit especial ocupa a mesma casa do x no modo simbólico. Quando o x também está ligado, a letra sai minúscula (s ou t). Quando o x está desligado, ela sai maiúscula (S ou T), e isso é um aviso: o bit foi pedido, mas não tem efeito prático ali, porque não há execução para acontecer com privilégio diferente.